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O PAPEL DO ADVOGADO COMO ORIENTADOR NA GESTÃO DOS NEGÓCIOS
A maioria das pessoas só lembra em consultar seu advogado de confiança quando se vê na iminência de ter seus direitos ofendidos, quando necessita propor uma ação judicial ou quando possui prazo para contestar alguma demanda.
Nas demais situações do dia-a-dia, para a maioria das pessoas, o advogado é simplesmente o vizinho de porta, o companheiro das partidas de futebol ou aquele amigo para o qual sempre é bom perguntar acerca daquelas informações mais particulares ou dúvidas corriqueiras.
Para as pessoas físicas, a importância da orientação do advogado se vislumbra, entre outras ocasiões, na compra ou venda de móvel ou imóvel, na contratação de uma empreitada para pequenas reformas, na contratação de outros profissionais liberais (engenheiro, arquiteto, decorador, etc), na pactuação de aluguel, cessão, comodato.
São raras as pessoas físicas e pessoas jurídicas que se auxiliam do advogado como orientador na gestão dos seus negócios, o que, para aqueles que não se utilizam, por certo algum aborrecimento futuro poderá ser esperado.
A área jurídica está se tornando estratégica nas grandes corporações, em função da globalização, da complexidade cada vez maior dos negócios e da necessidade de adequação das empresas ás novas regras de mercado. Esta realidade impõe a necessidade de um grande conhecimento da legislação por parte destas companhias, e, por isto, exige que tenham profissionais com habilidades em leis e contratos, e com competências em gestão estratégica e negociação.
Por isto, varias empresas vêm ampliando seus departamentos jurídicos nos últimos anos, para acompanhar processos de internacionalização, abertura de capital nas bolsas de valores, adequação às regras internacionais, gestão de eventuais crises de imagens, entre outras situações críticas.
Para as pessoas jurídicas, a importância da orientação do advogado se vislumbra principalmente no caráter preventivo das ações, tais como, o acompanhamento da rotina trabalhista, do setor de cobrança, do serviço de atendimento ao cliente, na elaboração dos contratos, etc .
Muitos podem pensar - inclusive realizar cálculos - que será mais uma despesa adicional ter o acompanhamento preventivo do advogado, preferindo deixar para contratá-lo somente quando do aparecimento dos problemas.
Todavia, o cálculo acima mencionado é um sofisma, pois parte de uma premissa equivocada, onde não existe a avaliação do custo x beneficio. Por certo é muito mais econômico, mais prudente, menos oneroso e situação que envolve muito menos risco ter a assessoria profissional do advogado na função de gestor dos negócios. Muitos dos custos que hoje a empresa suporta em demandas judiciais simplesmente desapareceriam da contabilidade, aliviando o fluxo de caixa, sem não contar com uma certeza maior na adoção das medidas trabalhistas, financeiras, contratuais e no trato com o consumidor.
Em tempos de recessão econômica, de altas taxas de juros, de aumento de encargos tributários e também de encargos trabalhistas, contratuais e ambientais, é notório que as empresas enfrentam inúmeras dificuldades para manter-se em atividade, sobretudo diante da ampla competitividade que vigora no mundo globalizado. Nesse sentido, a advocacia preventiva, seja qual for a área em que venha a ser adotada, constitui-se em um elemento relevante para que se obtenha economia de tempo e dinheiro para as empresas.
Isto porque a advocacia preventiva tem por objetivo eliminar ou ao menos minimizar os riscos existentes em determinadas relações jurídicas, evitando-se que a empresa necessite socorrer-se do emperrado Poder Judiciário. Do mesmo modo, ainda que seja necessário ou inevitável submeter-se ao sistema processual, uma atuação preventiva torna mais provável o sucesso em eventual demanda judicial, já que desde o início da relação que veio a tornar-se litigiosa, já havia o acompanhamento jurídico por parte do advogado.
Esta realidade tem sido reconhecida pelos empresários mais atentos, que normalmente têm interesse em contar com uma assessoria jurídica preventiva e permanente
Uma assessoria jurídica competente pode significar a garantia de sucesso de um empreendimento, ou de uma transação, compensando, e muito, o custo do trabalho advocatício.

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